Governo do Distrito Federal
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9/04/19 às 17h13 - Atualizado em 30/04/19 às 13h58

Controlador-geral destaca importância da atuação conjunta da sociedade e do governo para mudar a realidade da saúde no DF

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A declaração foi no lançamento do programa De Olho na Saúde, que tem a primeira dama Mayara Noronha como embaixadora do projeto piloto

 

O controlador-geral do Distrito Federal, Aldemario Araújo Castro, destacou nessa terça-feira (09/04), no lançamento do programa de controle social “De Olho na Saúde”, que para melhorar a situação da saúde do Distrito Federal é preciso unir os esforços da sociedade e do governo. “Vai ser preciso uma junção de esforços que envolvam a comunidade para enfrentar esses problemas. A natureza desse projeto pretende reunir o máximo de esforços possíveis. É inverter a lógica, o funcionamento do sistema de saúde do DF é uma responsabilidade de todos nós, todos nós precisamos dar uma parcela de colaboração. Se nós não nos unirmos, se cada um não der sua parcela de colaboração, cada um não fizer o esforço que pode ser feito, com certeza a situação continuará do jeito que está ou vai piorar. Então a responsabilidade é de todos nós. Se existe alguém com energia e disposição para tentar inverter essas lógicas que eu falei é o governador Ibaneis Rocha”, afirmou.

 

A primeira dama do DF, Mayara Noronha, é a embaixadora do projeto piloto “De Olho na Saúde”, que será desenvolvido inicialmente no Hospital Regional do Leste (HRL), no Paranoá (DF), atendendo atualmente duas mil pessoas por mês, das cidades do Paranoá, São Sebastião e Itapoã. O objetivo é estimular a participação ativa da comunidade em auditorias cívicas, para aprimorar os serviços públicos prestados pelas unidades de saúde do DF. A comunidade fiscaliza e encontra soluções ao lado do governo. O projeto conta com a parceria da Secretaria de Saúde do DF, além dos Conselhos de Saúde e das Regiões Administrativas (RAs) da referidas cidades.

 

Aldemario Castro lembrou que a saúde do DF passa hoje por diversos problemas e observou que, coincidentemente, hoje foi realizada uma operação policial para prender ex-gestores, o que é uma demonstração muito clara das delicadezas e dificuldades enfrentadas. “Temos os problemas e desafios mais diversos. Na CGDF já me espantei com uma série de fenômenos constatados, como empresas titularizadas com servidores da área de saúde fazendo venda de bens e serviços à Secretaria de Saúde. Temos nos últimos anos uma quantidade absurda de pagamentos sem cobertura contratual e o atendimento nas unidades de saúde é extremante complicado”, detalhou.

 

Para mudar essa realidade, o controlador-geral acredita que esse é um projeto fundamental. “Se os problemas são complexos, eu acho que esse é um projeto muito importante nesse sentido, esse desafio é monumental e precisa ser enfrentado pelo governo e pela sociedade. Com certeza o governo sozinho, a Secretaria de Saúde, os administradores regionais ou do hospital não vão resolver os problemas do dia pra noite ou em curto espaço de tempo. Eu me lembro de dois ou três grandes dados que mostram o tamanho desse desafio – nós temos, genericamente, uma saúde do DF com volume de recursos superior ao município de São Paulo, com 1/3 da população e condições bem piores. Então, é um desafio muito grande”, disse.

 

Ele registrou ainda que a maioria dos servidores da Secretaria de Saúde tem compromisso com o funcionamento e a prestação de serviços adequados para população, mas que infelizmente existem aqueles que não se enquadram nesse time. “Também temos um conjunto de pessoas, que eu tenho certeza que é minoritário, que funcionam como âncoras, que puxam o sistema pra trás. Então, a gente precisa ter o discernimento de identificar essa situação, separar o joio do trigo, fazer justiça aos profissionais de saúde que querem prestar um bom serviço à sociedade, e agir com a energia devida com aqueles que não querem colaborar e adotam os procedimentos mais escusos possíveis”, alertou.

 

Mayara Noronha, primeira dama do DF e embaixadora do “De Olho na Saúde”, afirmou que o projeto vai ao encontro da ideia de gestão do governo. “Lançamos na semana retrasada o Mulheres para o DF, que tem essa mesma ideia, colocar as mulheres para trabalhar em conjunto pela sociedade do Distrito Federal. Essa gestão agora tem essa identidade de colocar a comunidade para participar. Hoje a população sabe das necessidades do local, tem ideias, sabe o que as famílias precisam e sentem falta. Então as portas da administração estão abertas para receber ideias, apoio e toda energia positiva, é o que vai fazer diferença nessa gestão”, comentou.

 

Ela ressaltou ainda que é preciso diminuir a burocracia na área da saúde. “É preciso colocar as coisas para andar e a população precisa saber como isso ocorre na prática. Estou muito esperançosa de que esses quatro anos servirão sim pra fazer toda a diferença. Eu sei que precisamos colocar os pés no chão, porque as coisas não vão acontecer num estalar de dedos, mas com muita dedicação as coisas vão melhorar”, finalizou.

 

Projeto Piloto

 

O projeto será feito da seguinte maneira: um grupo será formado por um representante de cada Conselho de Saúde e das Regiões Administrativas das cidades do Paranoá, São Sebastião e Itapoã, voluntários, servidores do HRL e da Secretaria de Saúde. Durante o lançamento, os administradores regionais e os presidentes dos conselhos já receberam o colete do programa.

 

O próximo passo é fazer a capacitação desse grupo pela Controladoria-Geral do DF, para que possam fazer a auditoria cívica. “A auditoria cívica vai virar um relatório, mas não um relatório apenas para apontar os problemas, mas também as soluções, e identificar as boas práticas que existem e merecem ser replicadas para todas as unidades de saúde do DF. Esse relatório vai sintetizar o que a sociedade junto com o governo identificou”, explicou o subcontrolador de Transparência e Combate à Corrupção, Paulo Wanderson Moreira Martins.

 

Depois disso, disse ele, haverá o Projeto de Intervenção. “Desse diagnóstico que a própria sociedade fez será levantado o que ela pode fazer pelo hospital. Uma mudança de foco, do que ela pode fazer, ciente de que o patrimônio é de todos nós. É isso que essa equipe vai identificar nessa fase de intervenção”, observou.

 

O lançamento contou ainda com as presenças da secretária de Estado da Mulher, Ericka Filippelli; do presidente do Fórum da carreira de Estado, Rudinei Marques; da superintendente da Regional de Saúde Leste – Raquel Beviláqua; do presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura, deputado Jorge Vianna; da esposa do vice-governador, Ana Paula Hoff; do presidente da Subseção da OAB no Paranoá, dr.Paulo Silva; dos administradores do Paranoá, Sérgio Damaceno, de São Sebastião, Alan Valin, de Itapoã, Alessander Capalbo; e dos respectivos presidentes dos conselhos de Saúde regionais, João Pereira; Maria Eraildes Sousa e Márcia Neves.