Governo do Distrito Federal
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11/10/20 às 18h47 - Atualizado em 13/10/20 às 7h14

II Encontro de Corregedorias do DF encerra debatendo a saúde psíquica e a mediação de conflitos na correição

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O evento proporcionou mais conhecimento para servidores da área correcional do Distrito Federal

 

O terceiro e último dia do II Encontro de Corregedorias do DF ocorreu na quinta-feira (8) e teve sua transmissão  pelo canal da Controladoria-Geral do DF no YouTube acompanhada ao vivo por mais de mil pessoas. O vídeo pode ser assistido aqui. O encontro foi organizado pela Controladoria-Geral do DF (CGDF) e coordenado pela Subcontroladoria de Correição Administrativa da CGDF.

 

Com o objetivo principal de promover a aproximação institucional e o fortalecimento da atividade disciplinar, a CGDF convidou o médico psiquiatra, Dr. Thiago Blanco, e a ex-corregedora da Secretaria de Fazenda do Amazonas, Elane Belota, para discorrem sobre suas atividades profissionais no âmbito da área correcional. O evento teve a mediação da subcontroladora de Correição Administrativa, Luciana Barbosa, e do coordenador de Compliance da CGDF, Luciano Helou.

 

Luciana Barbosa aproveitou para relembrar as entregas da CGDF, como o curso à distancia EAD-TCE, com dois módulos “Instrução prévia da TCE” e “Execução de TCE”, e a criação do grupo de WhatsApp e do Portal de Correição: “são ferramentas importantes que irão promover a aproximação dos servidores da área correcional”.

 

Incidentes de Sanidade Mental
O médico psiquiatra Dr. Thiago Blanco iniciou sua apresentação sobre “Incidentes de Sanidade Mental” agradecendo por participar de um encontro com profissionais que não são da área de saúde, mas que lidam com pessoas em sofrimento psíquico, buscando melhorar a qualidade da relação ou do contato com eles.

 

Para ele, no trabalho correcional há proximidade com servidores que passam por problemas psíquicos, mas a abordagem não deve ser na saúde psíquica do servidor. “Não se trata aqui de abordar a pessoa em sofrimento psíquico, mas sobretudo de acolher. É muito mais do que simplesmente reconhecer e validar, é adotar a postura de proteção e cuidado com a pessoa em sofrimento, seja colega, seja alguém que está sobre a apreciação correcional da Corregedoria, seja um cidadão”, ressalta o psiquiatra.

 

O Dr. Thiago lembrou um artigo do Código de Ética da Medicina que “ao médico não é dado o direito e sim o dever de sempre assistir aquele que está em sofrimento”. Para ele esse artigo pode servir também para as pessoas dotadas de capacidade empática e para os que trabalham com correição administrativa, porque pode envolver a saúde psíquica do servidor.

 

Ele entende que é uma tarefa árdua o trabalho na área correcional quando se tem que lidar com pessoas em sofrimento psíquico e dá um recado: “O diagnóstico nunca explica por completo, é uma parte de um todo. É importante que se consiga ter uma visão empática do outro, praticando a compaixão com ele e consigo mesmo, reconhecendo nossas fragilidades e com isso conseguindo acertar de maneira clara aquilo que não está no controle pessoal, aquilo que não cabe a nós”.
 
Utilização da Mediação de Conflitos no Contexto dos órgãos de Controle
Para apresentar o tema, Elane Belota, ex-corregedora da Secretaria de Fazenda do Amazonas, iniciou lembrando que a mediação de conflitos surgiu como um método formal para resolver e solucionar controvérsias, se difundindo na década de 70 nos Estados Unidos.

 

Elane entende que o conflito ocorre pela falta do diálogo e comunicação. “Ele é inerente a nossa vontade. Somos seres sociáveis mas com diferenças sociais e de opiniões. Precisamos usar esses conflitos para melhorar o convívio a cada dia e sair deles muito mais fortalecidos e muito mais concisos”, acredita.

 

Para a ex-corregedora, ouvidorias e corregedorias devem procurar trabalhar a mediação como forma de prevenção e melhoria da qualidade do serviço prestado: “Uma boa condução de uma reclamação por órgãos de controle dentro de instituições públicas ou privadas pode ser engrandecedora”.

 

As estratégias de mediação e os mecanismos institucionais são ferramentas importantes no enfrentamento dos problemas, avalia a ex-corregedora. “Se você que se propõe a fazer uma mediação, enquanto ouvidor, corregedor, membro controlador ou de um órgão de Controle, deve e precisa ter clara a ideia do seu papel dentro desse contexto de mediação de conflitos”.

 

Ao final do evento a subcontroladora de Correição Administrativa da CGDF, Luciana Barbosa, agradeceu a participação, nestes três dias, dos profissionais que contribuíram para o enobrecimento do Encontro. “Esses profissionais do mais alto gabarito enriqueceram o Encontro proporcionando mais conhecimentos para a atividade correcional e isso é muito importante”, ressalta.

 

Os vídeos dos três dias do II Encontro de Corregedorias do DF estão disponíveis no canal do YouTube da Controladoria-Geral do DF. Confira aqui.